Biografia

Dos subúrbios do Rio para o mundo

Em 27 de janeiro de 1957 nasceu Maria de Fátima Gomes Nogueira, a Joanna, no Rio de Janeiro. Criada no subúrbio, Joanna se envolveu com música ainda na infância e, em 1974, foi classificada em 1o lugar no programa “A grande chance”, da TV Tupi, com uma interpretação da música “Última forma”, de Baden Powell.

O debute estrelado

Joanna lançou seu primeiro disco, “Nascente”, em 1979. O álbum vendeu mais de 80 mil cópias e emplacou seu primeiro hit, “Descaminhos”. O disco traz canções de Roberto e Erasmo Carlos e Gonzaguinha, além de composições de Joanna.

Nos bailes da vida

Em 1980, Joanna lançou o disco “Estrela-guia”, com o hit “Momentos”, uma das grandes músicas de sua carreira. Em 1981, lançou “Chama”, que trouxe a música “Nos bailes da vida”, composição de Milton Nascimento feita especialmente para Joanna. O disco também foi marcado por versões de compositores como Chico Buarque, Tom Jobim (em “Eu te amo”) e Jacob do Bandolim (em “Doce de coco”). “Vidamor”, de 1982, e “Brilho e paixão”, de 1983, continuaram a trajetória da cantora como uma das vozes mais marcantes da MPB romântica.

Mudança de rumo

Em 1984, com um disco homônimo, Joanna entrou em outra fase de sua carreira, preferindo arranjos e canções mais simples e diretas, mas sem perder o direcionamento romântico. Os três discos subsequentes, com o mesmo nome (em 1985, 1986 e 1988), entraram em primeiro lugar nas paradas de sucesso do Brasil, Argentina e Portugal. O trabalho de maior destaque foi o de 1986, onde se encontram sucessos como “Amanhã talvez”, “Um sonho a dois” e “Teu caso sou eu”. Com mais de 600 mil cópias vendidas, o disco levou Joanna a turnês internacionais em países de língua latina.

Grandes parcerias

Em 1989, Joanna lançou “Primaveras e verões”, que tem composições de Guilherme Arantes e uma bela e inusitada parceria com Cazuza em “Nunca sofri por amor”. Em 1991, em mais um disco homônimo, estourou novamente nas paradas de sucessos com canções como “Meu primeiro amor” (um dueto com Fagner) e “O que é que eu faço?” (que virou tema da novela “Salomé”). Ainda nessa fase, em 1993 e 1994, respectivamente, lançou os discos “Alma, coração e vida” e “Sempre no meu coração”.

Era de homenagens

Em 1994, Joanna se juntou a Roberto Menescal para o disco “Joanna canta Lupicínio”, no qual interpreta composições de Lupicínio Rodrigues em seu notável estilo suave. O álbum vende mais de 400 mil cópias e é aclamado pela crítica. O sucesso estimulou Joanna a seguir essa linha de homenagear grandes clássicos da música brasileira em seu próximo trabalho, também em parceria com Menescal. “Joanna em samba-canção”, de 1997, traz um amplo panorama da MPB e do samba dos anos 50 em diante, por meio de compositores que vão de Noel Rosa a Caetano Veloso.

Para os hermanos

Em 1998, Joanna se arriscou no mercado internacional com “Intimidad”, um disco de clássicos do bolero em espanhol e produzido fora do Brasil por Armando Manzareno (produtor do cantor mexicano Luis Miguel). Além de consolidar a carreira de Joanna nos demais países latinos, o disco vendeu 250 mil cópias no Brasil.

Comemorações ao vivo

Para comemorar os 20 anos de carreira, em 1999, Joanna gravou no Teatro João Caetano, no Rio, um álbum duplo ao vivo com sucessos e algumas músicas novas, como “Tô fazendo falta”, que se tornou um hit entre 1999 e 2000 nas rádios brasileiras. No ano seguinte, lançou “Estou bem”, um disco que traz arranjos diferenciados que tendem ao pop. Um dos destaques do disco é “Definitivo amor”, com participação de Zezé di Camargo. Em 2004, Joanna comemorou 25 anos de carreira veio na forma de mais um disco cheio de convidados, como João Bosco, Zeca Pagodinho, Gonzaguinha, Martinho da Vila, Fagner e Emílio Santiago. No repertório de “25 anos entre amigos”, clássicos como “Codinome beija-flor”, “Maninha” e “O pequeno burguês”.

Raízes cristãs

O ano de 2002 marca mais uma guinada na carreira de Joanna e a cantora começa a explorar suas raízes cristãs com “Joanna em oração”, disco que tem como tema central sua devoção a Nossa Senhora. No álbum, está a canção “A padroeira”, que se tornou sucesso e até tema da novela homônima, exibida pela Rede Globo. Joanna retornou às canções sacras em 2011 com “Em nome de Jesus: Joanna interpreta Padre Zezinho”, seu mais recente trabalho de estúdio, que traz releituras delicadas de várias composições do sacerdote.

Mudanças no formato

Em 2003, Joanna revisitou sua obra, em estúdio, com um formato acústico. Com o disco “Todo acústico”, que trouxe releituras de clássicos da música brasileira e parcerias interessantes, como Maria Bethânia, Fagner, Jorge Aragão e o trio pop KLB, Joanna se apresentou para uma nova geração de fãs e trouxe novas versões de hits antigos.

Sucesso lusitano

Além da fama no Brasil, Joanna sempre gozou de muita popularidade em Portugal e registrou lá mais um álbum ao vivo, em 2005. Lançado em CD e DVD em 2006, “Joanna ao vivo em Portugal” foi gravado em Lisboa e conta com sucessos brasileiros e lusitanos no repertório. Por esse trabalho, Joanna foi consagrada, pelo voto popular, na categoria Melhor Cantora no 5o Prêmio TIM de Música, em 2007.

Maturidade musical

Joanna lançou, em 2007, seu mais recente registro ao vivo em CD e DVD, gravado no Citibank Hall, em São Paulo. No repertório de “Joanna em pintura íntima”, que mostra a força da cantora, estão músicas consagradas de sua carreira, além de versões certeiras de hits como “Pintura íntima” e “Deixa a vida me levar”.